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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

OPORTUNISMO?


SEM LIMITES

Vejam até onde pode ir a falta de consideração e o oportunismo em nosso país. O texto abaixo foi publicado no blog Clube da Baladeira (http://clubedabaladeira.blogspot.com), do meu amigo Emmanuel de Aguiar. Ele narra um fato lamentável ocorrido com sua mãe, uma senhora de 77 anos de idade, que foi ludibriada por uma concessionária de telefonia. A conseqüência é lastimável e o pior, nenhuma providência foi tomada por parte da empresa. Infelizmente isso não foi um, digamos, privilégio desta senhora. Quase todas as famílias brasileiras já tiveram um desprazer desse. Vamos lá!

“Vou contar uma história para que os senhores da Embratel entendam melhor a situação que criaram para a minha genitora, Rosalina Ribeiro de Aguiar, uma senhora de 77 anos de idade, residente em Manaus.
Há algum tempo minha mãe vem se queixando do tamanho da conta do seu telefone fixo (3642-7716). Destaque-se que ela (Rosalina) é detentora de uma linha telefônica desde os tempos da antiga TELAMAZON. Ganhou essa linha de meu avô, Manoel Ribeiro, quando ainda morávamos todos juntos, na Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades, aliás, de onde nasceu a primeira sede da Telamazon em Manaus, esquina com a Rua Leonardo Malcher. Com certeza são mais de 30 anos!
Há alguns dias atrás atendi meu celular e era meu filho ligando preocupado para dizer que sua avó, Dona Rosalina, estava ao telefone fixo (3642-7716) conversando com alguém, supostamente da EMBRATEL, sobre a compra de um novo telefone fixo, que ia resolver o problema das contas altas todos os meses. A preocupação maior era que, nessa conversa, minha mãe já havia passado todas as suas informações pessoais, inclusive número de cartão de crédito, e mantinha uma conversa com alguém do outro lado da linha como se já se conhecessem há muito tempo. Não era nenhuma novidade para mim, pois esse é o jeito de minha mãe conversar, seja ao telefone ou não. Ela é sempre muito atenciosa e cativante em qualquer situação.
Fiquei preocupado com a informação, pois não posso esquecer de que vivo no Brasil, o país de todos os golpes. Mas apostei na idéia de que o contato era verdadeiro e que minha mãe estaria fazendo um bom negócio. Nesse mesmo dia, a noitinha, enquanto atualizava minhas coisas no computador, como sempre faço praticamente todos os dias, minha mãe Rosalina se aproximou para me dar a notícia da compra do telefone. Começou gaguejando um pouco, achando que eu poderia criticá-la pela idéia arriscada de fazer negócio pelo telefone. Contou-me que recebeu uma ligação de alguém da Embratel oferecendo um telefone fixo e que lhe deu garantia de que a conta vai diminuir. Estava feliz e eu resolvi compartilhar com ela, sem conduto deixar de alertá-la para os cuidados que deve ter ao receber determinadas ligações e fazer negócios ao telefone. Sempre muito atenciosa com as pessoas, ela acaba se tornando presa fácil para muito bandido que uso o telefone para aplicar golpes. Não é, obviamente, o caso dos funcionários da Embratel, mas logo vão ficar entendendo onde está o nosso desapontamento e revolta.
Um ou dois dias depois, na mesma situação, ou seja, enquanto cuidava de atualizar as minhas coisas no computador, minha mãe Rosalina se aproximou de mim com uma pequena caixa nas mãos e já com aquela fisionomia preocupada e de quem não estava entendendo nada. Disse-me:
- Meu filho, dê uma olhada nisso aqui que chegou para mim da Embratel. Será que é o telefone fixo que eu comprei? Eu não comprei celular e eles me mandaram um celular! Será meu filho que eu fiz besteira?
Senhores, foi nesse momento que começou o meu problema. Aos 77 anos de idade, totalmente leiga no assunto, foi difícil para fazer a Dona Rosalina compreender que aquele pequeno telefone C2008s HUAWEI PHONE parece um celular, mas não é um celular; funciona como um telefone fixo, mas não é grande como os tradicionais telefones fixos como o dela (GE); e que aquele era de fato o telefone que ela comprou para substituir o seu telefone atual, grande, de mesa, de fácil manuseio e de boa visualização dos números (principalmente para idosos com dificuldades de visão).
Na cabeça de minha mãe, ela teria fechado negócio para trocar o seu telefone fixo grande de mesa, marca GE, por outro telefone fixo de mesa e não por um telefone do tamanho de um celular. A sua intenção era apenas diminuir a conta do telefone, mas lhe diminuíram também o tamanho do aparelho, do visor e dos números.
Meu filho não foi isso que eu pedi. Fiz besteira não foi? – insistia a minha mãe, já triste e quase chorando, o que não é bom para quem já convive com problemas de depressão.
Tudo isso aconteceu, senhores da EMBRATEL, por que quem está do outro lado da linha fazendo negócio para vocês, tem uma única preocupação – vender e faturar! Ao perceberem que do outro lado da linha está uma senhora de 77 anos de idade, deveria haver maior preocupação e mais respeito, pois são pessoas que na maioria dos casos precisam ter mais explicações para entenderem o que estão lhe oferecendo. Os senhores nos obrigam a acreditar que seus agentes fazem exatamente ao contrário, ou seja, aproveitam-se da ingenuidade dos idosos e empurram suas vendas de qualquer jeito. Tenho a mais absoluta certeza que se tivessem explicado para minha mãe que o novo telefone fixo não seria igual ao que ela possui, mas do tamanho de um celular, ela não teria fechado negócio e não estaria agora triste e deprimida por conta disso.
E não ficou só nisso! Preocupado em cumprir com a sua parte na negociação com a Embratel, pasmem, Dona Rosalina queria pegar um taxi no dia seguinte e ir até a Embratel da Emilio Moreira para pagar a fatura do telefone e informar que não ia mais querer efetuar a trocar do telefone. Ingênua, nem lembrava que dera o número de seu cartão de crédito para que faturassem o valor do telefone. Mesmo prejudicada pela qualidade das informações passadas no momento da venda, dona Rosalina fazia questão de honrar a sua parte no negócio. Será que a Embratel vai fazer o mesmo, reconhecendo que lhe atenderam mal?
Estou perdendo esse tempo todo para fazer esse relato, com o objeto de ajudar essa empresa a corrigir suas falhas e impedir que outros idosos(as) sejam novas vítimas da conversa de vendedores que estão preocupados exclusivamente em vender e faturar. Quando estiverem fazendo negócio com idosos ao telefone, basta lembrar que são pessoas que merecem mais atenção e precisam de maiores esclarecimentos. Não façam com as mães de clientes aquilo que fizeram com a minha mãe, dona Rosalina Ribeiro de Aguiar. Elas não merecem! Não queiram para as mães dos seus clientes o que não desejam para as próprias mães. É simples!

Com relação à Dona Rosalina, ela continua triste e sem saber o que fazer com o telefone. Eu sugeri que ela faça uma tentativa, regularize o novo telefone fixo e avalie mais adiante se valeu a pena. Ela decidiu esperar pelo resultado desse meu relato, na esperança de que a Embratel reconheça a sua falha e mande alguém até ela, não para pedir desculpas, mas pelo menos para lhe orientar como ligar e operar o novo telefone. Diante de tamanha falha no tratamento de um cliente idoso, é o mínimo que se espera de uma empresa do porte da Embratel. E, pelo amor de Deus, não esqueçam de rever a forma de atendimento de idosos ao telefone, principalmente na hora de vender e faturar. Façam bons negócios, mas sem causar tristeza e depressão a quem não merece. Será que é pedir muito!”

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VOLTAMOS

Meus nobres amigos, depois de mais de trinta dias sem postar, voltamos! Senti muita falta do blog, mas vou me esforçar ainda mais para não me afastar por muito tempo. Espero que os amigos e amigas me ajudem a alimentar este espaço sugerindo pautas de discussão ou enviando seus artigos. Esse espaço é democrático e nosso!

Quero fazer um agradecimento especial à minha amiga jornalista Cris Reis, do jornal Amazonas Em Tempo, que gentilmente divulgou em sua coluna Bastidores o blogdozejorge. Conheci a Cristiane na faculdade quando militamos juntos, na segunda metade da década de 1990, no movimento estudantil. Tempo bom! Valeu Cris!

Muita coisa ocorreu nesse período em que estivemos, digamos, em férias. O Boi Garantido foi campeão do Festival de Parintins – bordoada no Caprichoso até debaixo d’àgua; Michael Jackson morreu; Gilberto Mestrinho – o Boto – morreu também; O Senado Federal ainda está em crise; A BR-319 continua com as obras paralisadas; A SBPC 2009 ocorreu em Manaus e foi um sucesso; A pandemia da gripe suína faz mais de 100 mortes no Brasil, até agora; A enchente do Rio Negro em 2009 foi a maior da história – os estragos ocasionados por ela foram imensos; entre outros acontecimentos.

O fato que mexe com a política no momento é o anúncio da Senadora acreana Marina Silva que ensaia candidatar-se à Presidente do Brasil pelo Partido Verde no ano que vem. No início, pra mim, não botei muita fé, mas lendo e relendo alguns materiais sobre o assunto vejo que isso pode ter sido a pitada de sal que faltava para deixar mais gostosa a paella eleitoral.

Um abraço.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

TIROS DE BALADEIRA

Um blog que sempre visito é o Clube da Baladeira (clubedabaladeira.blogspot.com) e sempre que posso posto algumas notas lá publicadas. Seguem algumas abaixo.
A VOLTA DOS EMPACOTADORES - O que é bom tem que ser aplaudido. A iniciativa da CMM, através de uma de suas vereadoras tem todo sentido. É um estresse ver as caixas dos supermercados terem que pesar, digitar, registrar, passar troco e ainda empacotar produto por produto. O que gasta mais tempo na verdade é o empacotamento. No DB, por exemplo, as caixas são obrigadas a meter um saco plástico dentro do outro, antes de colocar os produtos dentro, o que mostra a qualidade e segurança dos sacos plásticos oferecidos. É muito ruim! No atual contexto, onde todo mundo briga para diminuir o uso de produtos como saco plástico, o DB obriga os clientes a levar para casa o dobro do que deveria. Só rindo mesmo!
ALHO do DB - Já que estamos falando de supermercado, é bom relembrar o comentário que fiz sobre o ALHO que o DB do Japiim estava oferecendo aos clientes na terça-feira passada, a R$ 10,00 o quilo. Uma banca inteira de ALHO praticamente todo ele impróprio para ser colocada a venda e até para consumo. Situação lamentável! A R$ 10,00 o quilo, será que a direção do DB acredita que consegue fazer o consumidor levar qualquer coisa semi-estragada para casa? Eu posso ser bobo, mas não sou otário.
SUMIU O AZULZINHO!O Azulzinho que foi colocado na Djalma Batista para ajudar as pessoas a atravessarem na faixa branca nas primeiras horas da manhã, simplesmente tomou Doril, ou seja, sumiu do posto de trabalho. É aquela velha coisa – tudo aquilo que é bom sempre dura pouco. Os pedestres outra vez estão entregues à própria sorte. Ou arriscam atravessar quando a chance aparece, ou esperam um motorista educado que se digne a respeitar a faixa branca e parar para dar passagem aos pedestres.
A FALTA DE UMA EX-MULHER - Uma ex-mulher, com uma simples denúncia, é acusada de conseguir fazer com que o ex-marido fosse cassado na Câmara Municipal de Manaus. Quanta ironia gente! Um exército de pessoas e autoridades, munidas de várias caminhões de denúncias graves, não conseguiram até hoje, coitados, cassar o Prefeito de COARI. Quanta falta faz uma ex-mulher nesse caso!
ONGs & POLÍTICOS - Mas um ponto positivo para a CMM, através do vereador José Ricardo, que está propondo uma fiscalização séria nas ONGs e/ou FUNDAÇÕES de propriedade de políticos com mandato, principalmente, que normalmente são movidas e nadam em dinheiro público, enquanto outras instituições de interesse público, com relevantes serviços prestados à sociedade, vivem à mingua e sempre ameaçadas de fecharem as portas por que não conseguem recursos públicos para sobreviverem. Essa eu quero ver acontecer! Já que estamos falando em dinheiro público, não custa perguntar: as agremiações carnavalescas que estavam inadimplentes já prestaram conta? Tem aquelas que, além de não prestarem conta, ainda deixam os restos dos carros e alegorias abandonados em qualquer lugar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A PARÁBOLA DO MACACO

BLOG DE FATOS E IDÉIAS

Tomei conhecimento pelo blogdosarafa (http://www.blogdosarafa.com.br) que os jornalistas Neuton Corrêa, Ivania Vieira, Ana Célia Ossane e Wilson Nogueira lançaram um blog, o BLOG DE FATOS E IDÉIAS (http://www.textobr.com). Conheço o Neuton e Wilson, pelos quais nutro uma verdadeira admiração.

Segue abaixo a Parábola do Macaco de autoria do jornalista e filósofo Neuton Corrêa. A ilustração é de Carlos Augusto Myrria.

A parábola do macaco

Vi meu ex-professor de Metodologia e, de novo, voltei a sentir pena do macaco-da-noite. Encontrei o velho filósofo dentro do “cata-corno”, como é conhecida a rota Integração que circula dentro da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Famoso por dar adeus com a mão fechada, ele deixava seu carro no minicampus para não gastar gasolina nos oito quilômetros de ida e volta ao campus.
Mas não era isso o que me fazia lembrá-lo. Gostava do método com que ministrava suas aulas. Era tão didático que às vezes parecia mais um pregador de parábolas do que um professor universitário. Quanto mais complicado era o assunto, mais simples era a explicação.
Em setembro de 2006, por exemplo, ele apareceu com um texto chamado “Ecologia dos saberes”, que está no livro “A gramática do tempo”, do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, que naquele mês havia lançado seu livro em Manaus, em uma palestra na Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Distribuiu o assunto e pediu que a turma desse especial atenção às dezessete teses que o autor propunha e aos itens “Pluralidade externa”, “Pluralidade interna das práticas científicas” e “As condições da diversidade epistemológica do mundo”.
Bem... Deu um nó também na cabeça da gente. O mestre passou uma aula inteira para tentar mostrar o que o autor queria dizer. Primeiro, explicou o assunto de maneira abrangente. Depois, passo a passo. Mas não conseguiu dizer, claramente, que Boaventura estava fazendo uma crítica à importância que o mundo dá ao saber científico, discriminando as crenças e os saberes populares.
No meio da aula, ele percebeu que a turma ainda estava insegura. Foi quando apresentou a parábola do macaco-da-noite:
“Vou contar uma história para vocês:
- Um pesquisador do Inpa passou 20 anos estudando o macaco-da-noite. Descobriu tudo sobre ele: quantos anos vive, quantos elementos fazem parte do grupo, quantas fêmeas o líder possui, seus hábitos alimentares, seus costumes... Enfim, sabia tudo sobre o macaco-da-noite.
Mas o estudo apresentava um problema. Não conseguia explicar um mistério: por que o macaco-da-noite, em um período do ano, faz um barulho no tronco da árvore e depois grita e chora desesperadamente.
Para tentar achar uma resposta ao mistério, o Inpa promoveu um encontro com os mais famosos estudiosos de primatas do mundo. Passaram um dia inteiro discutindo o assunto. E nada!Pois, nesse encontro, tinha um caboco que estava arrumando o auditório. Ouviu toda a conversa e a conclusão do evento: os pesquisadores não sabiam por que numa determinada época do ano o macaco-da-noite gritava com dor.
Esse caboco chamou um pesquisador e falou: “Eu sei!”. O pesquisador se espantou!, reagindo: “Sabe nada”. Aí, ele começou a explicar para o cientista:
- O senhor já percebeu que ele geralmente grita por volta de dezembro, janeiro e fevereiro?
E o pesquisador concordou:- É verdade. É nesse período.
- O senhor não percebeu que antes de gritar ele desce da árvore e depois volta?
- É verdade?
- Pois é, disse o caboco: É porque nessa época está caindo ouriço de castanha.
Aí, o pesquisador ficou curioso:- E o que tem a ver isso?
- É porque, quando o ouriço cai, o macaco desce da árvore, pega a castanha, enrola no rabo e volta para árvore.
O pesquisador concorda:
- Sim.
Aí, aquele homem simples deu a reposta ao mistério que a ciência não conseguiu descobrir:
- Pois bem. Depois que ele sobe, ele tenta quebrar o ouriço. Senta no galho da árvore e começa a bater o ouriço no meio da perna. Bate, bate, bate, mas, às vezes, ao invés de acertar o galho, acerta o ovo dele e aí, mano, ele entra em desespero.