Por: Evandro Brandão* em: 08 de fevereiro de 2011
A Teoria da Dependência foi desenvolvida na década de 50 do século passado. Portanto, na mesma época da criação da Zona Franca de Manaus (ZFM), que foi criada em 1957. De acordo com a Teoria da Dependência, fortemente incentivada na época pelo Diretor da Comissão Econômica Para a América Latina das Nações Unidas (CEPAL), Raul Prebisch, o crescimento econômico dos países mais industrializados não se verificava com a mesma intensidade nos países mais pobres. De uma forma dinâmica, as economias mais desenvolvidas utilizavam-se das matérias-primas dos países periféricos para se desenvolverem (PEDROSA, 2006).A partir dessa constatação, a Teoria da Dependência apontava alguns caminhos para que os países pobres iniciassem o crescimento: a. providenciar a substituição das importações dos produtos dos países mais industrializados; b. continuar a exportação de produtos primários; c. construir uma base industrial.
No entanto, “em junho de 1999, o jornalista, historiador e doutor em ciência política Jorge Caldeira publicou um livro por meio do qual buscou explicar o pífio desenvolvimento brasileiro no transcurso do século XIX. Ao longo daquele século, a economia brasileira, que era provavelmente a mais próspera de toda América, havia se transformado em uma economia que representava apenas uma décima parte do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos” (PEDROSA, 2006, p. 5).
Esse fraco desempenho não foi conseqüência de atividades e desempenho de economias externas e desenvolvidas, mas resultante de ações da elite econômica e governantes brasileiros, os quais deliberadamente optaram por uma política excludente dos interesses da maioria da população brasileira, enquanto criava vantagens para uma minoria desinteressada no progresso do País. Logo, explicar o baixo crescimento econômico e o subdesenvolvimento socioeconômico dos países pobres, a partir das relações econômicas com o mercado externo onde os países mais industrializados seriam os mandantes, não representava a totalidade das causas das diferenças entre o ritmo e a qualidade do crescimento econômico dos países pobres diante dos países mais industrializados, mais avançados economicamente.


