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terça-feira, 3 de maio de 2011

Saúde e Segurança do trabalhador do PIM serão debatidas em seminário


Socializar e debater providências para elevar o nível de segurança no ambiente de trabalho é o objetivo do seminário “Saúde e Segurança do trabalhador no Polo Industrial de Manaus”. Realizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e Ministério Público do Trabalho (MPT), o evento acontece no próximo dia 11 de maio (quarta-feira), das 9h às 18h, no auditório Floriano Pacheco (sede da SUFRAMA).

O seminário conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado do Amazonas (Sintest-AM), Advocacia Geral da União (AGU), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm/Ulbra).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

AGENDE ESSA DATA!

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) inicia os preparativos para a sexta edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2011), que ocorrerá de 26 a 29 de outubro, no Studio 5 Centro de Convenções. Reservas de estandes para expositores e parceiros do evento poderão ser feitas a partir de março de 2011 junto à Coordenação-Geral de Promoção Comercial da autarquia.

O evento é reconhecido como a maior vitrine de negócios da região e inclui exposição de produtos industrializados e artesanais, rodadas de negócios e de turismo, jornada de seminários sobre temas estratégicos para o desenvolvimento regional, salão de negócios e empreendedorismo inovador, palestras e atividades culturais e socioambientais e visitas técnicas às fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Faturamento do Polo Industrial de Manaus é o melhor da história!

09/02/2011 - por Lisângela Costa (www.suframa.gov.br)
O Polo Industrial de Manaus (PIM) comemora nova marca histórica. Empresas incentivadas do PIM alcançaram, em 2010, faturamento de US$ 35.1 bilhões, o melhor resultado obtido pelo polo em toda a sua trajetória. Os dados constam nos Indicadores de Desempenho do PIM divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA).

O faturamento do PIM verificado em 2010 foi superior à meta prevista inicialmente, que era de US$ 33 bilhões. O montante superou em 35,18% o faturamento alcançado em 2009, de aproximadamente US$ 26 bilhões. Em um comparativo com 2008, até então o ano de maior faturamento do PIM, quando atingiu US$ 30 bilhões,  o aumento foi de 17%. “Trata-se de um desempenho que pode ser comparado ao das principais economias emergentes do mundo”, afirma a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso.
 

Segundo a dirigente da autarquia, o comportamento do Polo Industrial de Manaus nos últimos anos, acumulando sucessivos recordes e reagindo de maneira positiva aos momentos de crise, comprova que a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento consolidado e que gera benefícios não somente para a região, bem como para todo o País. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SUFRAMA inicia preparativos para a FIAM 2011

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) inicia os preparativos para a sexta edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2011), que ocorrerá de 26 a 29 de outubro, no Studio 5 Centro de Convenções. Reservas de estandes para expositores e parceiros do evento poderão ser feitas a partir de março de 2011 junto à Coordenação-Geral de Promoção Comercial da autarquia.

O evento é reconhecido como a maior vitrine de negócios da região e inclui exposição de produtos industrializados e artesanais, rodadas de negócios e de turismo, jornada de seminários sobre temas estratégicos para o desenvolvimento regional, salão de negócios e empreendedorismo inovador, palestras e atividades culturais e socioambientais e visitas técnicas às fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Entre os participantes destacam-se empresários de todo o Brasil e do exterior, representantes de instituições e órgãos governamentais interessados na aquisição de produtos e no investimento em projetos de desenvolvimento regional, operadores de turismo, parceiros na área científica e tecnológica, operadores de logística e mídia especializada. Para 2011 a expectativa é superar todos esses indicadores e reforçar a imagem da FIAM como o mais bem sucedido evento destinado à atração de investimentos para a Amazônia Ocidental.
Venha conhecer as oportunidades que a Amazônia brasileira tem a oferecer!
 
Informações no  www.suframa.gov.br/fiam e www.twitter.com/VI_FIAM
 
Fonte: http://www.suframa.gov.br/fiam/2009/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Seminário discute benefícios fiscais da ZFM

Para comemorar os 43 anos da Superintendência da Zona Franca de Manaus e do modelo ZFM, a autarquia realiza no dia 25 deste mês, das 14h30 às 17h30, no auditório Floriano Pacheco (sede da SUFRAMA), o seminário “Os incentivos fiscais no regime tributário da Zona Franca de Manaus, Amazônia Ocidental e Áreas de Livre Comércio (ALC´s)”. As inscrições podem ser feitas por meio do sítio da SUFRAMA (www.suframa.gov.br/suframa_evento_seminario.cfm).

Voltado ao público em geral e realizado em parceria com o Grupo da Renúncia Fiscal da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), o seminário tem como finalidade apresentar os incentivos fiscais no âmbito federal e estadual aplicados na Zona Franca de Manaus, Amazônia Ocidental e Áreas de Livre Comércio, com foco no processo de internamento de mercadorias nacionais.

Na programação constam os painéis “Aplicação prática dos incentivos” e “Incentivos fiscais no internamento nacional”. Durante o primeiro painel serão proferidas as palestras “Os incentivos fiscais do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, pelo auditor fiscal de Tributos Estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz), Ernesto Rocha, e “Os incentivos fiscais para o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), II (Imposto de Importação), PIS (Programa de Integração Social) e Confins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)”, pelo especialista em Direito Tributário, João Braga de Freitas.

No segundo painel serão abordadas as palestras “Os incentivos fiscais e a operacionalidade do processo nos internamentos de mercadorias nacionais”, pela coordenadora de Internamento da SUFRAMA, Maria do Carmo Garcia, e “ Sistema Nacional de Internamento Nacional: Como utilizar os incentivos com o uso do PIN (Protocolo de Ingresso de Mercadoria Nacional), pelo coordenador-geral de Controle de Mercadorias e Cadastro da autarquia, João Paiva. Os participantes receberão certificados digitalizados.

Além do seminário, estão incluídos na programação de aniversário da SUFRAMA a realização da exposição sobre o modelo Zona Franca de Manaus, na praça central do Amazonas Shopping, com abertura marcada para o próximo dia 28, às 17h. Também ocorrerá a 243 ª reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS), no dia 26 de fevereiro, às 15h, na sede da autarquia. O evento deverá contar com a participação de autoridades dos Estados que compõem a área de abrangência da SUFRAMA (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e os municípios de Macapá e Santana, no Amapá). Logo após a reunião, haverá a solenidade de entrega do Prêmio Cunhantã. Em sua sétima edição, o prêmio será concedido a empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus (PIM) que apresentaram os melhores resultados no ano passado, como forma de reconhecimento pelos seus esforços. Pela primeira vez desde a criação do prêmio, serão agraciadas ainda pequenas e médias empresas.

Inscrições abertas para Encontro de Comércio Exterior em Manaus

Voltado para empresários de diversos segmentos, com conteúdo sobre exportação de bens e serviços, o Encontro de Comércio Exterior (ENCOMEX), aberto ao público, será realizado nos dias 8 e 9 de abril, no Studio 5 Centro de Convenções, das 9h às 19h. As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas no site http://www.encomex.mdic.gov.br.

O evento é uma realização da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com apoio da SUFRAMA e representa uma oportunidade para que empresas participantes possam ampliar suas relações comerciais e discutir temas relevantes como a realização de ações governamentais para promover as exportações e fortalecer a integração regional.

O ENCOMEX é promovido desde 1997, tendo sido realizadas 139 edições do evento em mais de 80 municípios brasileiros. Nesse período, as exportações brasileiras cresceram de US$ 52,982 bilhões, em 1997, para mais de US$ 152 bilhões no final de 2009. A evolução dos números pode ser atribuída a diversos fatores, sendo um deles a disseminação da cultura exportadora.

Destaca-se, adicionalmente, a presença do Espaço do Exportador, local onde é realizado o programa “Encontro com Tradings”, momento em que as pequenas e médias empresas brasileiras negociam diretamente com tradings brasileiras, criando um ambiente de negócios propício à internacionalização do potencial exportador e à ampliação dos negócios para aqueles que atuam no comércio internacional.

No encontro em Manaus, serão realizadas palestras por representantes dos setores público e privado, nacionais e internacionais, além de painéis e oficinas sobre comércio exterior. O evento terá também estandes institucionais e exposição de produtos e serviços com potencial exportador e os já exportados pela região.

O ENCOMEX conta ainda com o apoio de órgãos como o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Sebrae, Apex-Brasil, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, BNDES e entidades de classe.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

UMA VERDADE SOBRE A ZONA FRANCA DE MANAUS

PIM GERA RECEITA TRIBUTÁRIA E BENEFÍCIOS SOCIAIS QUE EXCEDEM OS VALORES QUE DEIXAM DE SER ARRECADADOS COM OS INCENTIVOS FISCAIS
A Superintendência da Zona Franca de Manaus tem como um dos seus veículos de comunicação a revista SUFRAMA HOJE. Com periodicidade bimestral, a revista aborda assuntos relacionados as ações da Autarquia em sua área de atuação (Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia e Acre). Na edição 45, de agosto de 2009, a jornalista Cristiane Mota assina uma matéria que mostra que o PIM gera receita tributária e benefícios sociais que excedem os valores que deixam de ser arrecadados com os incentivos fiscais.

O modelo Zona Franca de Manaus é o mais bem sucedido modelo de desenvolvimento regional do Brasil, apesar disso, ele é constantemente atacado. Os argumentos variam, mas o principal é que o seu pólo industrial tem suas bases em um imenso paraíso fiscal. Os que estudam o modelo Zona Franca e aqueles que aqui trabalham são sabedores que a verdade é bem diferente. O modelo não é perfeito (há algo perfeito?), mas sua importância para a região amazônica é fato.

Abaixo, apresentamos a matéria da jornalista Cristiane Mota, como já informei, veiculada na revista Suframa Hoje. Parabéns pela matéria! Contra fatos há argumentos contrários?
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Ganhos tributário e social superam renúncia fiscal

PIM gera receita tributária e benefícios sociais que excedem os valores que deixam de ser arrecadados com os incentivos fiscais

A cada R$ 1 que as empresas deixaram de recolher em impostos pelos incentivos concedidos no modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) em 2008, R$ 1,37 retornou em arrecadação de tributos aos cofres da União, Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus. O cálculo foi apresentado durante o “Workshop Gastos Tributários da União”, o primeiro evento realizado pela Receita Federal do Brasil (RFB), no final de maio deste ano, para discutir a renúncia fiscal entre os órgãos gestores, controladores e de operacionalização de gastos tributários do país.

Técnicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) atestaram que, em 2008, a arrecadação total de tributos somente no estado do Amazonas, somados os valores das três esferas de governo, foi de R$ 15,222 bilhões, ante a uma renúncia de impostos federais por meio da ZFM da ordem de R$ 11,161 bilhões no mesmo ano.
“A participação da SUFRAMA no workshop se fez relevante junto aos órgãos federais primeiro para que estes compreendam e internalizem a extafiscalidade da ZFM em suas análises sobre a renúncia fiscal. O segundo fator relevante foi demonstrar o efeito multiplicador dos incentivos fiscais do modelo na região”, afirma a titular da Coordenação Geral de Estudos Econômicos e Empresariais (COGEC) da autarquia, economista Ana Maria Souza.
Segundo a coordenadora, embora os incentivos concedidos por meio da ZFM no Polo Industrial de Manaus (PIM) e nas Áreas de Livre Comércio (ALC) tenham natureza tributária extrafiscal – existem para promover prioritariamente o desenvolvimento da região – seus efeitos ultrapassam os ganhos sociais e ainda têm sido capazes de gerar arrecadação de tributos aos cofres públicos federal, estadual e municipal.
Dessa forma, segundo a economista, reforça-se a ideia de que a política de exceção fiscal da ZFM é uma função distributiva do Estado, em que o Governo deve atuar para que se estabeleçam critérios socialmente justos para a distribuição de renda e riqueza do país, diminuindo as disparidades regionais.
“A política de exceção fiscal implantada quando da criação da ZFM recebeu, ao longo dos anos, alterações significativas no sentido de transformar esse modelo numa ferramenta para função distributiva do Estado na Amazônia Ocidental”, enfatizou Ana Maria, que representou a SUFRAMA no workshop e abordou, além de números sobre o retorno fiscal dos incentivos, os indicadores que mostram a boa relação custo versus benefício dos estímulos concedidos na ZFM.
Impactos
Entre os resultados positivos do modelo, Ana Maria ressaltou, durante o workshop, a própria arrecadação de tributos federais, que no Amazonas foi de R$ 7,156 bilhões e representou 63,45% de tudo que a União arrecadou na região Norte em 2008, da ordem de R$ 11,279 bilhões. Se considerada apenas a Segunda Região Fiscal da RFB, formada pelos Estados do Norte, exceto o Tocantins, esse montante representou 66,15% do total arrecadado na região.
Levando em conta todos os Estados da Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia), área de atuação da Suframa e que recebe benefícios do modelo, a arrecadação, que foi de R$ 8,177 representou 72,5% de tudo que a União arrecadou na região Norte em 2008. O fomento ao desenvolvimento da Amazônia Ocidental e das Áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana, no Amapá, também foi destacado no encontro. No total, a SUFRAMA investiu mais de R$ 487 milhões, entre 2002 e 2008, em projetos de apoio à produção, infraestrutura, promoção, turismo, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e capacitação de recursos humanos.
Outros indicadores de destaque foram os impactos socioambientais positivos do modelo que, no Amazonas, é responsável por grande parcela do índice de preservação das florestas do estado, que é de 98%. Segundo estudo realizado por pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas (UFAM) e do Pará (UFPA), do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a existência do PIM foi responsável por 70% a 77% do índice de preservação da cobertura vegetal do Amazonas, no período estudado: de 2000 a 2006. O estudo, financiado pela Nokia do Brasil e apoiado pela SUFRAMA, foi concluído no ano passado.

No campo social, os indicadores mostram que o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos Estados da Amazônia Ocidental, de 1991 a 2005, foi superior à media brasileira (25,07%). No Amazonas, foi de 37,44%; Acre, 29,85%; Rondônia, 28,63%; e Roraima, 25,18%.

Ipea vai medir eficácia dos incentivos fiscais

Um convênio entre a Receita Federal e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai aferir a eficácia dos gastos tributários direcionados pela União a diversos setores produtivos do país no que se refere principalmente ao aumento da renda e do emprego. A informação é do coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carvalho, que destacou a medida como um dos principais resultados do encontro realizado em Brasília, no final de maio deste ano, para discutir a renúncia fiscal.

Além desta ação, já em andamento, Carvalho ressaltou outro convênio, firmado com o Ministério da Educação, para aperfeiçoamento da metologia de cálculo da renúncia relativa ao Programa Universidade para Todos (Prouni), para calcular o custo de cada bolsa de estudo desse programa do Governo Federal..
A melhoria do processo de cálculo da renúncia fiscal foi um dos objetivos do “Workshop Gastos Tributários da União”, realizado pelo Ministério da Fazenda por meio da Receita Federal e da Escola de Administração Fazendária. Segundo Carvalho, o encontrou, que passará a ter periodicidade anual, buscou promover a integração e o debate entre todos os órgãos envolvidos na elaboração de estimativas, no controle, na contabilização e operacionalização dos valores decorrentes da concessão de benefícios de natureza tributária no país.
O workshop também buscou possibilitar aos participantes uma visão de como trabalham os demais órgãos que interagem com a Receita Federal na elaboração do cálculo de suas renúncias específicas, bem como promover maior aproximação e familiaridade com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e de contabilização, como a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

PESQUISA CIENTÍFICA COMPROVA CONTRIBUIÇÃO DO PIM PARA A REDUÇÃO DO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Estudo comprova cientificamente a influência do PIM na preservação da floresta amazônica.

Durante a quarta edição da IV Feira Internacional da Amazônia - FIAM 2008, a maior vitrine de negócios da região amazônica, foi apresentado o estudo “Impacto Virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta amazônica: discurso ou fato?”. O trabalho científico, que avalia a participação do Pólo Industrial de Manaus na preservação da floresta amazônica, serviu de base para as lideranças empresariais do estado justificarem esta semana no Congresso Nacional junto à bancada do Estado do Amazonas a existência do modelo Zona Franca de Manaus e sua importância para o desenvolvimento sustentável da região.

Recupero abaixo uma matéria veículada no ano passado produzida pela assessoria de imprensa da FIAM 2008 sobre o lançamento do material produzido por pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e que foi financiado pela Nokia do Brasil com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA).

Pesquisa científica comprova contribuição do PIM para a redução do desmatamento na Amazônia

O Pólo Industrial de Manaus (PIM) contribuiu para reduzir em pelo menos 70% o desmatamento no Estado do Amazonas no período de 2000 a 2006. É o que revela o inédito estudo “Impacto Virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta amazônica: discurso ou fato?”, apresentado nesta sexta-feira, durante a quarta edição da Feira Internacional da Amazônia, que encerra amanhã (13), na capital do Amazonas. O estudo estima que o valor das emissões de carbono evitadas no período analisado chega a US$ 10 bilhões no período. Se considerados os serviços ambientais proporcionados pela preservação, o valor estimado é da ordem de US$ 158 bilhões também no período.

O estudo, que pela primeira vez comprova cientificamente a influência do PIM na preservação da floresta amazônica, foi feito por pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Financiado pela Nokia do Brasil, com investimento de R$ 600 mil, contou ainda com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA). Os resultados do estudo também passaram por avaliação de pesquisadores dos Estados Unidos, Europa e América Latina.

Os pesquisadores avaliaram o impacto do PIM na proteção da floresta do Estado do Amazonas em dois períodos distintos – até 1997 e entre 2000 a 2006. O corte nestes períodos foi feito em função dos dados disponíveis sobre desmatamento no Estado que, até 1997, não apresentavam consistência, segundo Alexandre Rivas, pós-doutor em Economia Ambiental e coordenador do estudo pelo Piatam. Até 1997, o PIM contribuiu, com a redução de cerca de 85% do desmatamento no Estado do Amazonas.
No período de 2000 a 2006, quando a base de dados sobre o desmatamento na região passou a ter continuidade e consistência, o estudo mostrou que a pressão sobre a floresta amazônica diminuiu entre 70% a 77% nesse intervalo, em razão da existência do parque industrial de Manaus. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Amazonas conta atualmente com 98% da sua cobertura vegetal preservada.

Para medir o impacto do PIM na preservação da floresta, os pesquisadores utilizaram variáveis que podem influenciar ou não no desmatamento e analisaram seus impactos em mais de 400 municípios de toda a Região Norte. Essas variáveis incluíram o impacto de atividades econômicas diversas, como a pecuária e a exploração madeireira, dados demográficos, a variação do Produto Interno Bruto (PIB) geral e per capita, a densidade de estradas, e os investimentos públicos realizados nestes municípios, sobretudo em educação, entre outras. Em uma segunda fase, os pesquisadores selecionaram as variáveis que indicaram maior índice de desmatamento e as aplicaram para medir o impacto do PIM no Amazonas. Nessa fase, foi incluída a análise dos incentivos econômicos associados ao pólo.


Para quantificar o valor da preservação proporcionada pela existência do PIM os pesquisadores tomaram como referência valores de mercado e de pesquisas econômicas na área ambiental. Quanto ao valor de mercado, foi calculada a economia gerada pela preservação ao evitar a emissão de carbono. As duas referências foram: a bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, onde a tonelada de carbono é negociada a US$ 3, e a bolsa européia, com cotação de US$ 38 por tonelada de carbono. No total, a economia gerada entre 2000 e 2006 girou entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. Outro valor medido foi com base nos serviços ambientais gerados pela floresta, como aqueles resultantes da biodiversidade e dos recursos hídricos existentes. Para medir esse benefício, foi utilizado como referência o valor adotado oficialmente pelo Governo brasileiro, a partir de uma experiência empresarial na implantação da BR 163 (Cuiabá-Santarém), estimado em US$ 600 por hectare. Nesse caso, o benefício gerado pela preservação da floresta do Amazonas pode chegar a US$ 158 bilhões, no período analisado.

Segundo o coordenador Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, doutor em Desenvolvimento Sustentável e também coordenador do estudo, José Alberto da Costa Machado, os resultados desse esforço vêm comprovar, cientificamente, o que a Autarquia já vinha defendendo em seus discursos institucionais, que baseava-se apenas em dados do INPE sobre desmatamento e em estudos que indicavam indiretamente o impacto do PIM sobre a proteção da floresta. “Agora dispomos de fundamentação científica, que poderá resultar em uma política de Estado de agregação de valor socioambiental aos produtos gerados no PIM com a definição de compensações pelo ‘custo evitado’ do desmatamento”, afirmou Machado. Segundo ele, o estudo será encaminhado ao Governo do Estado e a parlamentares em Brasília.

Compensações O estudo “Impacto virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta amazônica: discurso ou fato?” sugere a adoção de mecanismos para compensar o Estado do Amazonas por seu esforço em manter cerca de 98% da sua floresta intacta. Esses mecanismos têm caráter econômico e são coerentes com a preocupação nacional e internacional sobre a Amazônia. Entre os mecanismos propostos, está a adoção de uma taxa compensatória, a emissão de ações negociáveis de carbono e o estabelecimento de compensações governamentais e de mecanismos pactuados.

Em relação à taxa compensatória, o estudo propõe a criação de uma taxa de compensação pela proteção da Amazônia, que não geraria novas obrigações do governo brasileiro perante a comunidade internacional. “A taxa poderia ser cobrada pela Organização das Nações Unidas e repassada aos governos dos Estados da Amazônia e, principalmente ao Amazonas, para fortalecer a sociedade regional e o próprio PIM”, sugere o estudo.
É detalhada ainda, no estudo, a proposta de estabelecimento de mecanismos pactuados, como a possível transformação do PIM em Pólo Ecoindustrial de Manaus, o EcoPIM, e a criação de um selo ambiental. O selo teria uso voluntário, por parte das indústrias, e sua concessão seria feita àquelas empresas que cumprissem com exigências de caráter ambiental e social, estabelecidas por meio de uma política voltada ao desenvolvimento sustentável. Para a implementação do selo, os pesquisadores sugerem que o estudo dos efeitos do PIM sobre a floresta amazônica deve passar por revisões periódicas.